A recente derrota do presidente Lula com a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) provocou uma crise nas relações entre o governo e o Senado. Aliados de Lula expressaram indignação, considerando a situação como uma declaração de guerra contra Davi Alcolumbre, presidente do Senado.
Alguns membros da base governista sugerem uma ofensiva no Amapá, estado de Alcolumbre, para diminuir a influência de seu grupo político. No entanto, há uma corrente que acredita que um rompimento não é viável, dado que Lula ainda precisa aprovar projetos importantes no Congresso antes das eleições.
O consenso entre os aliados é que a confiança entre Lula e Alcolumbre foi severamente abalada. Oposição ao governo vê a rejeição como um sinal de que a administração de Lula está enfraquecida no Senado.
Alcolumbre já se opunha à indicação de Messias desde o final do ano passado, preferindo que Lula escolhesse Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado. Nos bastidores, ele indicou que trabalharia contra a nomeação e sugeriu adiar a votação para após as eleições.
Nas semanas que antecederam a votação, muitos governistas acreditavam que a resistência de Alcolumbre havia diminuído, mas essa interpretação estava equivocada. Senadores relataram que Alcolumbre, próximo à votação, pediu apoio contra a nomeação de Messias.
Nos dias que antecederam a votação, a expectativa entre senadores era de que Messias enfrentaria dificuldades para ser aprovado, a menos que Alcolumbre fizesse um gesto favorável à indicação. A aprovação de um indicado ao STF requer pelo menos 41 votos favoráveis no Senado.