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Reações europeias à suspensão de sanções contra petróleo russo

A suspensão das sanções dos EUA contra o petróleo russo gerou forte repúdio entre líderes europeus, que temem consequências econômicas para a Rússia e a continuidade da guerra na Ucrânia.
Foto: EUA flexibiliza sanções contra petróleo russo e países europeus reagem mal

A decisão dos Estados Unidos de suspender as sanções contra empresas petrolíferas russas não foi bem recebida por líderes europeus. Países como França, Alemanha e Reino Unido expressaram sua desaprovação em relação à medida anunciada pelo governo de Donald Trump. A suspensão, que terá duração de 30 dias e se aplica apenas ao petróleo de navios russos já em mar, ocorre em um contexto de aumento nos preços do petróleo mundial, influenciado pela situação no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz.

Autoridades europeias temem que a flexibilização das sanções beneficie economicamente a Rússia, possibilitando que o país mantenha sua ofensiva militar na Ucrânia, que já dura mais de quatro anos. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que essa medida pode resultar em um ganho de US$ 10 bilhões para a Rússia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a situação atual

de forma alguma justifica a retirada de sanções

. O chanceler alemão, Friedrich Merz, também criticou a decisão, afirmando que "é errado aliviar as sanções", uma vez que a Rússia não demonstra interesse em buscar uma solução pacífica para o conflito. No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer reiterou que é essencial manter a pressão sobre a Rússia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, já havia se manifestado contra a flexibilização das sanções antes do anúncio dos EUA, considerando-a um "erro estratégico". O presidente do Conselho Europeu, António Costa, expressou preocupação com a medida, ressaltando que a pressão econômica sobre a Rússia é crucial para que o país aceite negociações sérias em busca de uma paz duradoura.

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