As bolsas de valores asiáticas estão em queda nesta segunda-feira, impactadas pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo aumento acentuado nos preços do petróleo, que ultrapassaram a marca de US$ 100 por barril. O índice japonês Nikkei 225 registrou uma queda de 4,5%, enquanto o S&P/ASX 200 da Austrália caiu 1,2%. O Kospi da Coreia do Sul teve uma queda de 3,2%, o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,7% e o Composto de Xangai recuou 0,7%.
No mercado de petróleo, o preço do barril de petróleo bruto de referência dos EUA subiu US$ 2,28, atingindo US$ 101,92, enquanto o petróleo Brent, referência internacional, aumentou US$ 2,88, alcançando US$ 115,45. A instabilidade no mercado financeiro global é acentuada pela possibilidade de ações militares dos Estados Unidos no Irã.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os EUA de planejarem uma ofensiva terrestre de forma secreta, afirmando que as tropas iranianas estão prontas para reagir. Ele declarou:
O inimigo abertamente envia mensagens de negociação e diálogo, mas secretamente planeja um ataque terrestre. Mal sabem eles que os homens estão esperando a entrada dos soldados terrestres americanos para lançar fogo sobre suas almas e puni-los e a seus parceiros regionais para sempre.
Na última sexta-feira, o Wall Street Journal noticiou que os EUA estão considerando o envio de mais 10 mil soldados ao Oriente Médio, com planos de uma ofensiva contra a Ilha Kharg, que é responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã. A guerra entre os EUA, Israel e Irã já dura um mês, sem sinais de resolução iminente.
O Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, permanece fechado desde 28 de fevereiro, o que tem contribuído para a alta nos preços globais do petróleo. O Irã, por sua vez, tem permitido a passagem de embarcações de países aliados em ocasiões específicas. Recentemente, chanceleres do Paquistão, Turquia, Egito e Arábia Saudita se reuniram em Islamabad para discutir formas de mitigar a escalada do conflito no Irã.