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Quadrilha utilizava roteiros para aplicar golpe de advogado, revela PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal desmantelou uma quadrilha que usava roteiros detalhados para enganar vítimas em todo o país, com 14 prisões até o momento.
Foto: Operação da PCDF que investiga acesso ilegal de dados

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelou que a quadrilha investigada na Operação Falso Advogado empregava roteiros meticulosamente elaborados para enganar vítimas em diversas partes do Brasil. A operação, realizada na quinta-feira, cumpriu 45 mandados judiciais, incluindo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, principalmente em São Paulo, resultando na prisão de 14 indivíduos até agora.

As investigações indicam que um núcleo específico da quadrilha era responsável por criar discursos e estratégias de abordagem, atuando como verdadeiros 'roteiristas' do golpe. Esses criminosos desenvolviam narrativas convincentes para persuadir as vítimas a realizarem transferências bancárias.

Conforme a PCDF, o grupo acessava ilegalmente sistemas judiciais utilizando credenciais de advogados. Com as informações dos processos e das partes envolvidas, os golpistas contatavam as vítimas, geralmente por WhatsApp ou telefone, e aplicavam os roteiros preparados. Eles simulavam atendimentos jurídicos e exigiam taxas fictícias para a liberação de valores judiciais, utilizando linguagem técnica e dados reais para aumentar a credibilidade do golpe.

Além disso, a quadrilha contava com membros encarregados de invadir sistemas, outros que realizavam o primeiro contato com as vítimas e um núcleo financeiro dedicado à lavagem de dinheiro. O grupo também possuía fornecedores de chips telefônicos e contas bancárias utilizadas nas fraudes.

A atuação da quadrilha se estendia por diversos estados do país. A Justiça determinou o bloqueio de bens e contas para interromper o fluxo financeiro do grupo. Os investigados podem enfrentar acusações de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 26 anos de prisão.

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