O presidente russo, Vladimir Putin, destacou a importância dos laços entre Rússia e China, que, segundo ele, alcançaram um "nível sem precedentes
. A visita a Pequim resultou na assinatura de mais de 20 acordos comerciais e tecnológicos, além de uma declaração sobre uma
ordem mundial multipolar".
Um dos principais focos da visita foi o projeto do gasoduto Força da Sibéria 2, que poderá transportar até 50 bilhões de metros cúbicos de gás natural para a China. Este projeto é considerado vital para a Rússia, especialmente em um contexto de pressão econômica e sanções ocidentais.
O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, mencionou que já existe um entendimento sobre o trajeto e o método de construção do gasoduto, embora detalhes adicionais ainda não tenham sido divulgados. O acordo é visto como uma resposta às necessidades energéticas da China, que é o maior comprador de petróleo e gás russo.
Durante a visita, Xi Jinping enfatizou a melhoria contínua das relações entre os dois países, destacando a parceria estratégica abrangente. Ele também mencionou a intenção de intensificar a cooperação em áreas como inteligência artificial e inovação tecnológica.
Putin reafirmou a disposição da Rússia em fornecer energia à China, garantindo que o comércio entre os dois países está protegido de influências externas. Após os discursos, ambos os líderes não responderam a perguntas da imprensa.
Além dos acordos, Putin e Xi planejam discutir questões internacionais em um encontro privado, abordando temas como a situação na Ucrânia, o Irã e as relações com os Estados Unidos.
O porta-voz de Putin também não descartou a possibilidade de um encontro entre Putin e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cúpula da Apec, que ocorrerá em novembro na China.