A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados decidiu apresentar uma notícia de fato à Procuradoria-Geral da República (PGR) e uma representação ao Conselho de Ética da Câmara contra o deputado federal Mario Frias (PL). A medida foi tomada após a divulgação de comprovantes que, segundo os parlamentares petistas, indicam a prática de 'rachadinha' em seu gabinete.
Informações veiculadas na imprensa revelam que uma ex-funcionária do gabinete de Frias teria pago a fatura do cartão de crédito de sua esposa, realizado transferências via Pix para a mãe do deputado e enviado valores ao então chefe de gabinete. Para a bancada, esses elementos sugerem um possível desvio de salários de assessores e o uso indevido de recursos relacionados à atividade parlamentar.
Além das alegações sobre a suposta 'rachadinha', os petistas solicitaram uma investigação sobre uma emenda parlamentar destinada ao filme Dark Horse, apontando indícios de lavagem de dinheiro em operações que envolvem Brasil e Estados Unidos. Outro aspecto mencionado é uma viagem de Mario Frias ao Bahrein, realizada sem a autorização prévia da Mesa Diretora da Câmara, em um momento em que o deputado recebia uma intimação do ministro Flávio Dino para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Os deputados do PT argumentam que essa conduta pode violar o artigo 228 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que exige comunicação prévia em casos de ausência do país, incluindo informações sobre o motivo e o período do afastamento. No texto da representação, também é feita referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que já foi investigado em um caso relacionado a suspeitas de rachadinha, lavagem de dinheiro e desvio de salários de assessores.
Os parlamentares do PT afirmam que os novos fatos revelam um 'método' de atuação política e financeira associado a membros da direita brasileira. A bancada ainda mencionou áudios em que Flávio Bolsonaro e Mario Frias falam sobre o empresário Daniel Vorcaro, vinculado ao Banco Master. 'Para a Bancada do PT, os fatos revelam um método: a extrema direita posa de moralista, mas aparece, de novo, cercada por escândalo de corrupção e relações financeiras subterrâneas com o ecossistema do Banco Master', conclui o anúncio.
Fonte: Metropoles