O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) da Paraíba protocolou, nesta segunda-feira (2), uma manifestação no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para expressar preocupação com a antecipação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no estado.
A reunião com a Corte Eleitoral foi agendada pela presidenta do diretório estadual do PT, Cida Ramos. Participaram do encontro o coordenador jurídico do partido, Rodrigo Farias, o secretário de Organização, Marcus Túlio Campos, e a advogada Bruna Rabêlo. Eles se reuniram com o presidente do TRE-PB, desembargador Oswaldo Trigueiro do Vale, e com o próximo presidente, desembargador Márcio Murilo.
No encontro, o PT entregou um documento que detalha as irregularidades associadas à campanha antecipada de Flávio Bolsonaro. O documento destaca que a antecipação das campanhas eleitorais está desrespeitando a legislação vigente e desequilibrando o pleito eleitoral, exigindo a intervenção da Corte.
Rodrigo Farias mencionou que, desde o início do ano, o estado tem registrado eventos públicos chamados de “adesivaços”, que envolvem a mobilização de apoiadores para afixar materiais de campanha em locais de grande circulação. Esses eventos contêm elementos visuais associados à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e mencionam o ano “2026”, além de utilizar trilhas sonoras típicas de jingles eleitorais.
Os atos têm sido realizados em locais estratégicos da capital, como o Retão de Manaíra e a Orla de Tambaú, e também em municípios com grande eleitorado, como Bayeux e Campina Grande. A advogada Bruna Rabêlo ressaltou que, em um evento realizado no domingo (1º) em João Pessoa, o conteúdo distribuído incluiu ataques nominais a figuras públicas, como os dizeres “FORA LULA, MORAES, TOFFOLI”, intensificando a antecipação do debate eleitoral com uma narrativa de confronto.
Marcus Túlio, secretário de Organização do PT, enfatizou que, embora a campanha tenha uma abrangência nacional, o partido busca um diálogo com as instituições para garantir que a legislação eleitoral seja respeitada durante o processo.