O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) está avaliando a possibilidade de lançar Aécio Neves como candidato à Presidência da República em 2026. Essa discussão interna ganhou força após os recentes problemas políticos enfrentados pelo senador Flávio Bolsonaro, relacionados a sua conexão com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante uma reunião realizada na terça-feira (19), Aécio, junto a lideranças do PSDB e representantes de partidos aliados, como Solidariedade e Cidadania, debateu essa estratégia. A ideia é lançar uma pré-candidatura para medir o potencial eleitoral de Aécio até as convenções partidárias de julho.
Roberto Freire, ex-presidente do Cidadania, manifestou a intenção de convocar uma reunião da federação PSDB-Cidadania para defender oficialmente a candidatura de Aécio. Ele enfatizou a necessidade de agir diante da situação política atual, afirmando:
Não podemos deixar o lulopetismo continuar governando o nosso país, nem voltar à mediocridade plena que é o bolsonarismo.
Nos bastidores, dirigentes do PSDB acreditam que há espaço para uma candidatura de centro-direita que não se encaixe na polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o grupo bolsonarista.
Antes de focar em Aécio, o PSDB considerou outros nomes para a corrida presidencial, como Ciro Gomes, que atualmente é filiado ao partido, mas optou por concorrer ao Governo do Ceará. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também foi cogitado, mas sua saída do PSDB para o PSD enfraqueceu essa possibilidade.
Aliados de Aécio acreditam que ele pode atrair eleitores do centro ao criticar tanto o governo Lula quanto o bolsonarismo. No entanto, o deputado tem evitado comentar publicamente sobre essas discussões.
Aécio Neves já disputou a Presidência em 2014, quando ficou em segundo lugar contra Dilma Rousseff, obtendo 48,36% dos votos válidos. Apesar de seu histórico, membros do PSDB reconhecem que os desdobramentos da Operação Lava Jato ainda afetam sua imagem. Aécio foi alvo de investigações após a eleição de 2014, incluindo uma gravação com o empresário Joesley Batista, na qual solicitava recursos para sua defesa na Lava Jato. Essa denúncia foi rejeitada pela Justiça, que não encontrou provas ligando o pedido a atos de corrupção.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro continua no centro das atenções políticas após admitir ter recebido R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fonte: Polemicaparaiba