O Programa Coração Paraibano, uma iniciativa do Governo da Paraíba gerida pela Fundação Paraíba de Gestão em Saúde (PB Saúde), celebra seu terceiro aniversário, destacando a ampliação do atendimento às urgências cardíacas em todo o estado. Desde sua criação, a rede já impactou mais de 34,8 mil vidas, conectando hospitais, profissionais e tecnologia para assegurar um atendimento ágil a pacientes com sintomas de infarto.
No primeiro ano de funcionamento, em 2023, foram registrados 8.157 atendimentos. Em 2024, esse número subiu para 13.459, e em 2025, 13.263 pessoas foram atendidas. Com os dados deste ano ainda não consolidados, estima-se que o total já tenha ultrapassado 35 mil atendimentos.
Cícero Ludgero, superintendente da PB Saúde, afirma que os números refletem o fortalecimento da rede de atendimento às urgências cardiovasculares e a importância da integração entre hospitais e serviços de saúde. Ele destaca:
As doenças do coração são a principal causa de morte no Brasil, e enfrentar esse problema exige organização da rede de saúde e acesso rápido ao tratamento.
O programa utiliza um Protocolo de Dor Torácica sistematizado, iniciando o atendimento nas unidades de saúde que atuam como Centros de Referência. Nesses locais, o eletrocardiograma (ECG) é realizado nos primeiros 10 minutos após a chegada do paciente, um processo conhecido como “tempo porta-eletro”.
Ivson Braga, cardiologista e coordenador do programa, explica que a organização da rede acelera o diagnóstico e garante que o paciente receba o tratamento adequado rapidamente.
Assim que o paciente chega a uma unidade de saúde, é realizado um eletrocardiograma nos primeiros minutos e esse exame é avaliado pela equipe de cardiologia por meio da telemedicina
, detalha.
A Central Estadual de Regulação Hospitalar (CERH) organiza o fluxo de atendimento, direcionando os pacientes para o serviço mais adequado. Quando necessário, o tratamento pode incluir trombólise, especialmente em casos onde o tempo de deslocamento para um centro com hemodinâmica ultrapassa 120 minutos.
A rede do programa é regionalizada, com 12 Centros de Referência em todo o estado, incluindo hospitais regionais e Unidades de Pronto Atendimento. O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, é o Centro Coordenador da rede, atuando como referência em alta complexidade cardiovascular.
José Pedro dos Santos, um dos pacientes atendidos, recebeu tratamento no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos. Sua filha, Maria Janelucia dos Santos, elogiou a rapidez do atendimento e o suporte das equipes de saúde durante todo o processo.
Para garantir a agilidade no transporte entre as unidades, o programa conta com uma estrutura de transporte coordenada pela Central de Operação de Frotas Interhospitalar (COFIH), que inclui 62 ambulâncias e duas aeronaves aeromédicas.
A criação do Programa Coração Paraibano foi impulsionada pelo cenário das doenças cardiovasculares, que continuam a ser a principal causa de morte no Brasil e no mundo. O aumento da expectativa de vida e a prevalência de fatores de risco como obesidade e diabetes reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde do coração.
Fonte: Paraiba