A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, ocorrida no último domingo (5), gerou discussões sobre o futuro do futebol nacional. O professor de Educação Física e técnico de escolinha de futebol Bruno Albuquerque avaliou o desempenho da equipe em um programa de análise esportiva.
Bruno Albuquerque não se surpreendeu com a queda precoce do Brasil, apontando que a equipe apresentou limitações ao longo do torneio. Ele criticou a falta de organização tática, que permitiu que a Noruega controlasse a partida com facilidade.
A nossa equipe não foi boa taticamente, também deixando a outra equipe jogar bastante tranquila; parecia que não era nem umas oitavas de final de Copa do Mundo — afirmou.
O professor também reconheceu o mérito da seleção norueguesa, que dominou o jogo e teve uma posse de bola significativamente superior.
A Noruega venceu por mérito, a posse de bola enorme, bem superior ao Brasil, e [temos que] parabenizar a Noruega — destacou.
Sobre a atuação de Neymar, que marcou o único gol do Brasil na partida, Bruno admitiu ter mudado sua perspectiva inicial. Embora não tivesse incluído o jogador em sua convocação, ele reconheceu a importância de Neymar em momentos decisivos:
Eu não levaria o Neymar para a Copa. Mas a gente observa que, durante os jogos que ele entrou, ele procurou sempre aparecer, chamou a responsabilidade. Então, foi válido ter levado
.
Ao discutir o futuro da Seleção, Albuquerque enfatizou que a responsabilidade pela eliminação é compartilhada, mas que a comissão técnica tem um papel central.
Acredito que os culpados são todos, desde empresários, técnicos, a comissão técnica, os jogadores. Mas acredito que o principal, sim, é o técnico, o cabeça que está à frente da grande maioria das decisões — afirmou.
Para ele, é essencial uma reestruturação profunda, começando pelas categorias de base. Albuquerque defende que o investimento em locais adequados para a prática esportiva e a revisão dos erros cometidos nos últimos anos são fundamentais para a renovação do futebol brasileiro.
A gente tem que rever todo esse futebol do nosso país, desde as categorias de base com mais investimentos, com mais locais para as práticas de atividades para esses jovens. E rever bastante os vários anos que estamos errando e tentar corrigir esses erros — concluiu.
Fonte: Diariodosertao