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Professor Absolvido de Acusações de Importunação Sexual

O professor Antônio Lisboa Leitão de Souza foi absolvido de importunação sexual após a análise de depoimentos que revelaram insatisfação de alunos com seu rigor acadêmico. A sentença destacou a fragilidade das provas...
Foto: Simoneduarte

A absolvição do professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, acusado de importunação sexual, foi fundamentada em uma sentença da 2ª Vara Criminal de Campina Grande, que considerou as provas apresentadas como frágeis. A decisão também revelou um ambiente de descontentamento entre alguns alunos em relação ao rigor acadêmico do docente.

Uma testemunha da acusação admitiu que a mobilização contra o professor estava ligada às suas exigências em sala de aula. Ela afirmou que

a iniciativa do abaixo-assinado discente contra o professor decorreu da insatisfação da turma com o seu elevado padrão de cobrança acadêmica e notas

. A estudante relatou ainda ter se sentido constrangida após ser corrigida publicamente pelo professor.

Outra aluna, reprovada em uma disciplina do professor, mencionou a antipatia da turma pela metodologia de ensino dele. Embora tenha relatado interações físicas, ela não presenciou comportamentos de natureza sexual ou comentários inadequados.

A sentença destacou as "incongruências" nos depoimentos das testemunhas da acusação e o ressentimento de algumas alunas, que se sentiram ofendidas por correções e reprovações.

Por outro lado, diversos alunos, incluindo mulheres, testemunharam a favor do professor. Uma aluna que cursou duas disciplinas com ele descreveu seu perfil como "severo" e reconheceu que ele não mantinha contato físico na entrada da sala. Ela também afirmou nunca ter visto comportamentos inapropriados.

Outra estudante reforçou que a relação do professor com as alunas era "exclusivamente profissional e formal", negando a versão de que ele aguardava os alunos na porta para cumprimentos físicos. Uma monitora também corroborou que não havia toques ou comportamentos lascivos por parte do professor.

Seis testemunhas confirmaram que a sala de aula permanecia trancada até a chegada do professor, que buscava as chaves na recepção, e que os alunos entravam juntos, sem paradas para cumprimentos individuais.

Diante das divergências entre as narrativas e a insuficiência das provas, a Justiça decidiu pela absolvição de Antônio Lisboa Leitão de Souza. Contudo, ele foi demitido do Ministério da Educação em julho, enquanto o processo ainda estava em andamento, e também foi afastado de suas funções como diácono da igreja católica.

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