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Prisão do ‘Rei do Rebaixamento’ e esquema de manipulação no futebol

A Justiça do DF manteve a prisão de William Pereira Rogatto, conhecido como 'Rei do Rebaixamento', por liderar um esquema de manipulação de resultados no futebol brasileiro, visando lucros com apostas esportivas.
Foto: Metropoles

A Justiça do Distrito Federal confirmou a prisão de William Pereira Rogatto, conhecido como 'Rei do Rebaixamento', ao reconhecer um esquema de manipulação de resultados no futebol brasileiro. A decisão foi proferida no âmbito da Operação Fim de Jogo, que revelou a atuação de Rogatto como líder de um grupo criminoso dedicado a fraudes em partidas para lucrar com apostas esportivas.

O Ministério Público do DF argumentou que Rogatto coordenava um empreendimento criminoso com funções bem definidas entre seus membros, incluindo dirigentes de clubes e jogadores, todos envolvidos na execução das fraudes. O objetivo do grupo era garantir resultados previamente combinados, alinhados a apostas realizadas online.

A sentença destaca que o esquema operava de maneira profissional, sustentado por provas bancárias, dados telemáticos, depoimentos e relatórios técnicos de integridade esportiva. Um aspecto crucial da decisão foi a análise do depoimento de Rogatto na CPI do Senado, onde ele detalhou o funcionamento do esquema, contrastando com sua tentativa de minimizar sua participação em juízo.

O juiz considerou a versão apresentada na CPI mais coerente com as provas do processo, classificando o depoimento judicial de Rogatto como 'seletivo' e limitado. A sentença também ressaltou que o caso não é isolado, já que Rogatto havia sido investigado anteriormente por manipulação no futebol paulista e estava envolvido em outras apurações semelhantes.

O modelo de operação do esquema incluía a escolha de jogos vulneráveis, aliciamento de jogadores, definição de placares específicos e distribuição dos lucros. O Campeonato Candango foi um dos alvos, com registros de manipulação envolvendo o Santa Maria.

A defesa de Rogatto contestou a legalidade das provas, alegando violação de sigilo profissional, mas o pedido foi rejeitado. O juiz manteve as evidências no processo, reforçando a validade das investigações. Apesar de Rogatto ter admitido manipulações em diversas partidas e movimentações financeiras significativas, a Justiça destacou que a essência do esquema foi comprovada.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a extensão da fraude no futebol brasileiro.

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