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Prefeito de Cabedelo é afastado por suspeitas de fraude em licitações

Edvaldo Neto, prefeito de Cabedelo, foi afastado após operação da PF que investiga fraudes em licitações e ligação com o Comando Vermelho. A ação ocorre após sua vitória nas eleições suplementares.
Foto: prefeito de Cabedelo (PB), Edvaldo Neto (Avante)

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, foi afastado do cargo por decisão judicial, em decorrência de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em licitações e desvios de recursos públicos. A ação, realizada na manhã de terça-feira, ocorre apenas dois dias após sua vitória nas eleições suplementares.

A investigação, parte da Operação Cítrico, aponta que um consórcio formado por políticos, empresários e membros da facção 'Tropa do Amigão', ligada ao Comando Vermelho, teria movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos. A PF revelou que o esquema incluía a contratação de empresas ligadas ao grupo criminoso, com a infiltração de faccionados na estrutura da prefeitura.

Os contratos administrativos eram utilizados para garantir influência política e controle territorial, além de possivelmente financiar a organização criminosa. A operação conta com 21 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares, em colaboração com o Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União.

Edvaldo Neto já ocupava a posição de prefeito interino desde 2025, após a cassação do ex-prefeito André Coutinho, que também é alvo de investigações por supostas ligações com facções criminosas. A vitória de Neto nas eleições suplementares foi sobre o candidato Walber Virgolino.

Os envolvidos na operação poderão enfrentar acusações de fraude em licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.

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