O preço do petróleo Brent, referência internacional, voltou a subir, ultrapassando a marca de US$ 100 (aproximadamente R$ 515,90) após ataques a navios petroleiros nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Nos dias 11 e 12 de outubro, diversos ataques iranianos foram relatados contra embarcações comerciais na região, aumentando a tensão no Golfo, uma área estratégica para o petróleo global.
Os preços do petróleo já apresentavam alta na quarta-feira, enquanto as bolsas europeias e asiáticas enfrentavam quedas, refletindo a incerteza gerada pela guerra no Oriente Médio.
O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiu 5,91%, alcançando US$ 88,38, enquanto o Brent do Mar do Norte, referência na Europa, avançou 5,05%, atingindo US$ 92,23.
Na terça-feira (10), as bolsas registraram altas significativas e o petróleo caiu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um término rápido do conflito.
Desde o início do conflito, os preços do petróleo têm subido, chegando perto de US$ 120 por barril no início da semana, devido a interrupções no Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 20% da produção mundial.
Em resposta à alta dos preços, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio.
Esta é a maior liberação de reservas já realizada pelos países da AIE, superando o recorde anterior de 182,7 milhões de barris, que ocorreu após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.