Em um discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente polonês Karol Nawrocki declarou que a Polônia não busca um conflito com a Rússia, embora a considere uma ameaça à segurança na Europa. Nawrocki enfatizou que o país está fortalecendo suas alianças e modernizando seu equipamento militar, não para iniciar uma guerra, mas para preveni-la.
O presidente também mencionou que a Rússia tem tentado, de maneira persistente, desestabilizar a região e conquistar países vizinhos, referindo-se à guerra na Ucrânia. Ele afirmou que a Rússia está promovendo a desestabilização na Europa por meio de agressões abertas e operações subversivas.
Nawrocki criticou a visão imperialista da Rússia, afirmando que a Polônia é consciente das consequências do imperialismo e do colonialismo. Ele destacou que a liberdade e a soberania não podem ser defendidas isoladamente e que o país continuará a combater as ameaças representadas pelas políticas agressivas do Kremlin.
A posição da Polônia está alinhada com a estratégia da Otan, que considera a Rússia a principal ameaça à segurança de seus membros, embora a aliança tenha um caráter defensivo e não busque confronto. O governo russo, por sua vez, critica a expansão da Otan para o leste europeu, considerando-a uma ameaça à sua segurança nacional.
Nawrocki também abordou um acordo de segurança no Ártico entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia, que visa aumentar a presença militar americana na região e limitar a instalação de bases militares por países fora da Otan, como Rússia e China. O presidente polonês expressou apoio a essa iniciativa.
Além disso, o presidente celebrou o convite para que a Polônia participe da próxima reunião do G20, defendendo uma presença permanente do país no grupo. Ele argumentou que os países do Leste Europeu devem ter maior influência nas decisões globais, especialmente em relação à segurança regional após a guerra na Ucrânia.
Nawrocki apresentou uma estratégia de dissuasão, que visa aumentar a capacidade de defesa da Polônia para reduzir a possibilidade de um ataque. Essa abordagem reflete a posição da Otan, que busca reforçar suas defesas sem desejar um conflito com a Rússia. No entanto, a desconfiança entre Varsóvia e Moscou permanece alta, com a Polônia considerando as ações russas uma ameaça direta.
Recentemente, Nikolai Patrushev, um alto funcionário russo, declarou que Moscou utilizaria 'todo o seu arsenal' caso a Polônia entrasse em conflito militar com a Rússia, em meio a novos ataques russos na Ucrânia e alertas de Varsóvia sobre o risco de escalada.
Fonte: Noticiasaominuto