O policial militar Junior Sancho Cambuhy, popularmente conhecido como Sancho Loko, teve sua prisão mantida e convertida em preventiva após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira. Ele foi detido durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, que investiga a prática reiterada de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.
Claudio Dalledone, advogado do policial, classificou a decisão como "arbitrária e desnecessária", alegando que é fruto de uma presunção de culpa. A operação, que resultou na prisão de Sancho Loko, foi deflagrada na terça-feira e incluiu o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, com a colaboração da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
Durante a ação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos que podem ser relevantes para a investigação. Em duas residências de outros investigados, foram encontradas munições irregulares e dinheiro. Na unidade da Polícia Militar, foram localizados simulacros de armas, além de drogas como maconha, crack e cocaína.
A Polícia Militar do Paraná anunciou que abrirá um procedimento administrativo para investigar os fatos, reafirmando seu compromisso com a legalidade e a responsabilidade em suas ações.
Fonte: Metropoles