Uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) resultou na prisão de um policial civil e de um ex-estagiário do Ministério Público, ambos suspeitos de envolvimento em um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho. A ação ocorreu nesta terça-feira (9/6) em Campinas, Cardoso e outros municípios do estado de São Paulo.
A operação, denominada Infiltrados, foi desencadeada após investigações que revelaram um suposto esquema de infiltração criminosa em órgãos públicos. Foram cumpridos 10 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, todos autorizados pela Justiça.
De acordo com as apurações, um chefe de investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas teria mantido contato com indivíduos envolvidos no plano de ataque ao promotor. As investigações também buscam determinar se informações sobre a rotina e os deslocamentos de Amauri Silveira foram coletadas para auxiliar no planejamento do atentado.
Um dos encontros entre os suspeitos foi registrado e agora faz parte do material analisado pelas autoridades. Além disso, o Gaeco identificou que o ex-estagiário do Ministério Público utilizou acessos internos para consultar bancos de dados, visando identificar alvos com alto poder financeiro, possivelmente para extorsões.
Os investigadores acreditam que criminosos eram pressionados a realizar pagamentos em troca de proteção ou para evitar problemas com a Justiça. A operação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil, da Corregedoria da Polícia Penal e do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar.
Fonte: Metropoles