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Polícia Federal realiza operações contra corrupção e fraudes na Covid-19

A Polícia Federal deflagrou operações para investigar corrupção e desvio de recursos públicos em contratos relacionados à Covid-19, cumprindo 50 mandados judiciais em diversos estados.
Foto: Foto colorida de policial federal de colete

Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Federal (PF) iniciou duas operações simultâneas com o objetivo de investigar esquemas de corrupção e desvio de recursos públicos. As ações, que contam com a colaboração da Controladoria-Geral da União (CGU), visam apurar irregularidades em contratos públicos e o uso indevido de verbas destinadas ao combate à pandemia de Covid-19.

A primeira operação, denominada Operação Makot Mitzrayim, está focada em Goiás, Tocantins e Maranhão, onde 18 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. A PF investiga organizações sociais que, segundo as apurações, teriam inflacionado os valores de serviços prestados por meio de contratos com empresas terceirizadas, permitindo o desvio de recursos públicos por meio de superfaturamento.

Além disso, parte dos recursos desviados teria sido utilizada para enriquecer os envolvidos e para subornar servidores públicos responsáveis pela fiscalização dos contratos, perpetuando as irregularidades.

A segunda frente de investigação, chamada Operação Rio Vermelho, está concentrada em Goiânia, Brasília e São José do Rio Preto, cumprindo 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva. Esta operação surgiu a partir de auditorias da CGU que revelaram indícios de que uma organização social teria sido utilizada para obter lucros indevidos com contratos financiados por recursos públicos.

As investigações indicam possíveis fraudes nos processos de contratação, incluindo direcionamento e simulação de concorrência. A PF também identificou vínculos entre dirigentes da organização social e as empresas contratadas, sugerindo favorecimento. Além disso, há suspeitas de que a estrutura foi utilizada para maximizar lucros, o que inclui a precarização das relações de trabalho através de contratos considerados simulados.

Os envolvidos nas investigações podem enfrentar acusações de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitação. A PF e a CGU seguem analisando os documentos e materiais apreendidos para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.

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