A Polícia Federal (PF) lançou a segunda fase da Operação Narco Azimut, com o objetivo de desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As investigações revelam que o grupo movimentou valores significativos tanto no Brasil quanto no exterior.
De acordo com a PF, os suspeitos utilizavam uma combinação de dinheiro em espécie, transferências bancárias e criptoativos para esconder a origem dos recursos. Aproximadamente 50 policiais federais estão envolvidos na execução de 26 mandados de busca e apreensão, além de prisões temporárias, que foram autorizados pela 5ª Vara Federal de Santos (SP).
As ordens judiciais estão sendo cumpridas em várias localidades, incluindo São Paulo, Ilhabela, Taboão da Serra e Balneário Camboriú (SC). As investigações indicam que os envolvidos utilizavam empresas de fachada e 'laranjas' para facilitar a movimentação dos recursos.
O esquema abrangia operações financeiras de grande valor e transações com criptoativos, o que tornava o rastreamento do dinheiro mais complicado. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores até o montante de R$ 934 milhões, além de impor restrições às atividades empresariais dos investigados.
Essas medidas incluem a proibição de movimentações empresariais e transferências de bens relacionados às atividades sob investigação. A operação é um desdobramento das ações anteriores, Narco Bet e Narco Azimut, que já haviam identificado a atuação do grupo. Os suspeitos poderão enfrentar acusações de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Fonte: Metropoles