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Polícia Federal investiga esquema de aluguel de carros com verba parlamentar

A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Rent a Car, focando em um suposto desvio de recursos públicos para locação de veículos. Os investigados estão ligados ao deputado Sóstenes Cavalcante, que não é...
Foto: Metropoles

A Polícia Federal (PF) iniciou, na manhã desta quarta-feira (1°/7), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Galho Fraco II. A ação visa aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos relacionados à locação de veículos financiada com verba parlamentar.

Os investigados estão associados ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados, embora o parlamentar não seja alvo da operação. A PF, sob determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), está cumprindo medidas judiciais em diversas localidades, incluindo o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

Durante as buscas, a polícia apreendeu relógios de luxo e dinheiro em espécie. Os alvos da operação são advogados. Segundo a PF, as investigações revelaram indícios da participação de agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.

Além disso, a PF investiga possíveis tentativas de ocultação ou destruição de provas, o que pode configurar fraude processual. Esta fase da operação se concentra na análise da movimentação dos recursos e na destinação final dos valores.

Os investigados poderão ser responsabilizados, de acordo com a participação de cada um, por crimes como peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

A Operação Rent a Car já havia sido deflagrada em fases anteriores, com uma delas ocorrendo em junho de 2024, quando foram investigados contratos firmados pela empresa Harue Locação de Veículos Ltda. A empresa é suspeita de emitir notas fiscais e simular prestações de serviço para facilitar o desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar.

Na ocasião, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão em diferentes estados, incluindo o Distrito Federal, Rio de Janeiro e Tocantins. Os alvos eram assessores dos deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). As investigações estão em andamento no STF, devido à prerrogativa de foro dos parlamentares.

As apurações anteriores indicaram que a empresa recebeu aproximadamente R$ 841,9 mil em pagamentos de verbas parlamentares entre 2015 e 2024, sendo cerca de R$ 557,4 mil pagos pelos deputados Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, que negam qualquer irregularidade.

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