O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou que a corporação "não protege nem persegue" e que
corta na própria carne quando necessário
. A afirmação ocorreu após a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros, atingindo uma delegada suspeita de atuar em favor do grupo investigado no caso Banco Master.
Andrei ressaltou que a PF age de maneira técnica e imparcial, buscando a melhor instrução das investigações. Ele enfatizou que a operação valoriza a maioria dos policiais federais que atuam com correção e dedicação, reafirmando que não há espaço para desvios de conduta na instituição.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, determinou o afastamento preventivo da delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, suspeita de repassar informações sigilosas ao grupo investigado. Além do afastamento, foi ordenada a apreensão de seu passaporte e a proibição de deixar o país.
As investigações indicam que Valéria acessou um inquérito sem justificativa funcional e compartilhou informações com Marilson Roseno da Silva, um policial aposentado ligado ao grupo. Embora não tenha sido encontrado contato direto entre eles, o marido da delegada, também aposentado, teria atuado como intermediador.
A operação resultou na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, que continuou a atuar em favor do grupo mesmo após as primeiras fases da operação. A PF identificou que "A Turma" funcionava como uma estrutura de proteção e intimidação para os interesses do Banco Master.
Conversas extraídas do celular de Marilson Roseno indicam que Henrique Vorcaro ainda ordenava serviços ilícitos e coordenava as atividades do grupo, que utilizava números estrangeiros e trocava frequentemente de aparelhos telefônicos.
Fonte: Metropoles