A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira, uma nova fase da Operação Rastreio, focando em um esquema de fraudes bancárias que utilizava celulares roubados ou furtados. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), que cumpriu mandados de busca e apreensão em várias áreas da capital e da Baixada Fluminense.
As diligências ocorreram em locais como o Centro do Rio e nos bairros de Oswaldo Cruz, Penha, Cachambi, Maria da Graça, Engenho Novo, Ramos, Brás de Pina e Vila Valqueire, além de São João de Meriti e Belford Roxo.
As investigações começaram em maio de 2025, quando a DRCPIM desarticulou uma quadrilha dedicada ao roubo e receptação de celulares. Naquela ocasião, 16 pessoas foram detidas e mais de 200 aparelhos foram apreendidos e analisados.
Durante a perícia, os investigadores descobriram que os celulares roubados eram utilizados em um esquema de fraude bancária. O grupo tinha uma divisão de tarefas clara: adquiria celulares roubados no Mercado Popular da Uruguaiana e, em seguida, invadia os dispositivos para acessar os aplicativos bancários das vítimas.
Os criminosos realizavam transferências de dinheiro para contas abertas fraudulentamente, utilizando documentos falsos ou nomes de pessoas em situação de vulnerabilidade social, que eram recrutadas como 'laranjas'. Após as movimentações, o dinheiro era sacado em espécie, dificultando o rastreamento.
Fonte: Metropoles