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Polícia Civil de SP prende líderes do PCC em operação

Na manhã de terça-feira (23), a Polícia Civil de São Paulo prendeu dois membros do PCC em uma operação que envolveu 28 equipes e 21 mandados de busca e apreensão em diversas cidades.
Foto: Metropoles

A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã de terça-feira (23), uma operação que resultou na prisão de dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação foi direcionada a um núcleo da facção criminosa conhecido como “Sintonia Final da Leste”.

A operação mobilizou 28 equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, além de três mandados de prisão temporária. As ações ocorreram em Atibaia, Itanhaém e na Zona Leste da capital paulista.

Os presos foram identificados como Cícero Marcos Silva de Souza, conhecido como “Caveira”, e Gladson Loschiavo de Campos, apelidado de “Glay”. Um terceiro integrante, que ainda está foragido, teve seu nome mantido em sigilo.

Caveira é considerado um operador importante dentro da facção, atuando na logística de drogas e armas, além de ser responsável por comunicações dissimuladas e articulações com outros membros do PCC. Ele possui um histórico criminal que inclui crimes patrimoniais, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Em maio de 2019, Caveira foi identificado em uma operação policial que resultou na apreensão de duas toneladas de maconha, além de armas e granadas, no Paraguai. Em janeiro de 2020, seu nome foi associado a uma fuga em massa da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, onde ele teria desempenhado um papel significativo.

Glay, por sua vez, atuava como articulador operacional entre a Zona Leste de São Paulo e a Baixada Santista, sendo responsável pela logística de drogas e armas e pela coordenação de encontros com outros integrantes do núcleo investigado. Ele também possui antecedentes por roubo e tráfico de drogas.

A investigação revelou uma estrutura criminosa complexa, com lideranças, operadores, um núcleo logístico e um possível braço financeiro. As provas coletadas incluem informações de inteligência, monitoramentos, registros fotográficos e identificação de veículos.

As buscas realizadas visam localizar dispositivos eletrônicos, documentos e outros elementos que possam esclarecer a extensão da organização criminosa e identificar novos integrantes.

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