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PGR prossegue com negociações da delação de Vorcaro após recusa da PF

A PGR continuará as negociações da delação de Daniel Vorcaro, mesmo após a Polícia Federal rejeitar a proposta por considerar as informações insuficientes.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Apesar da rejeição da delação de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal, as negociações continuarão sendo realizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O entendimento interno da PGR é que acordos dessa magnitude não se encerram com uma única proposta e exigem tempo para serem discutidos.

A delação depende da capacidade do colaborador de recordar detalhes dos eventos a serem relatados, além da defesa precisar reunir documentos e provas que sustentem essas informações. A continuidade das negociações não implica que a PGR aceitará a colaboração, mas que aguardará novos elementos das defesas para decidir sobre o prosseguimento do processo.

Na noite de quarta-feira, a PF rejeitou o acordo do ex-banqueiro, considerando as informações apresentadas como insuficientes e não relevantes para justificar a colaboração. A avaliação da PF é que os relatos de Vorcaro não acrescentaram provas além das já obtidas nas investigações.

Vorcaro ainda pode apresentar novas informações à PF na tentativa de convencê-los a aceitar um acordo, embora autoridades considerem improvável que ele tenha sucesso. As primeiras versões dos anexos da colaboração foram entregues no dia 6, mas foram consideradas fracas pelos investigadores.

Uma fonte envolvida no caso indicou que Vorcaro não reconheceu em seus anexos fatos que constam em seus celulares, apreendidos durante a operação Compliance Zero. Além disso, alguns termos da proposta enfrentam resistência na PGR, como a devolução de cerca de R$ 40 bilhões em 10 anos, enquanto as autoridades exigem o ressarcimento de R$ 60 bilhões em um prazo mais curto.

Considerado o líder do esquema investigado, Vorcaro deve indicar as contas onde estão os valores a serem devolvidos e pode apontar bens, como aviões e imóveis, para quitar as quantias. A delação ainda precisa ser aprovada pelo ministro André Mendonça, relator das investigações da Operação Compliance Zero no STF.

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