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PF investiga corrupção e lavagem de dinheiro na 9ª fase da Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigando irregularidades no Banco Master, com foco no senador Jaques Wagner e no empresário Augusto Lima.
Foto: Metropoles

Na manhã desta quinta-feira (18), a Polícia Federal (PF) deu início à 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. Entre os alvos da operação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, como a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre os investigados.

As investigações sobre Jaques Wagner surgiram a partir da análise de mensagens extraídas do celular de Augusto Lima. A PF busca esclarecer se o senador atuou em favor de interesses do Banco Master no Congresso, incluindo propostas que ampliavam o crédito consignado e uma emenda conhecida como “Emenda Master”. Existe a suspeita de que Wagner tenha recebido vantagens indevidas, como um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outros benefícios que totalizariam pelo menos R$ 3 milhões.

Parte dos pagamentos investigados pode ter sido realizada por meio de uma empresa ligada a familiares do senador, o que, segundo os investigadores, poderia ter sido utilizado para ocultar a origem do dinheiro. A PF considera que os fatos apurados podem configurar crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Em nota, a defesa de Augusto Lima afirmou que as ações da PF eram desnecessárias, uma vez que ele está à disposição das autoridades para esclarecer os fatos. Os advogados ressaltaram que Augusto sempre atuou dentro da legalidade e que as medidas tomadas contribuirão para demonstrar a licitude das ações.

Em março deste ano, foi revelado que a BK Financeira, empresa da nora de Jaques Wagner, recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Banco Master desde 2021. A empresa foi contratada para prospectar operações de crédito consignado para a instituição financeira.

Jaques Wagner já declarou que não participou de negociações em favor da empresa e que cabe a seus responsáveis prestar esclarecimentos sobre suas atividades. Augusto Lima, por sua vez, é um nome recorrente nas investigações relacionadas ao Banco Master e já foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, manifestou apoio a Wagner, afirmando que o senador é digno de confiança e que a sociedade tem o direito de conhecer a verdade sobre as apurações.

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