A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que o aumento no preço do diesel, anunciado na última sexta-feira, é influenciado pela guerra no Oriente Médio. Durante coletiva de imprensa, a empresa destacou que os preços estão sendo monitorados diariamente.
Atualmente, não há previsão de reajuste para a gasolina. A Petrobras assegura que está cumprindo as entregas e oferecendo um fornecimento superior ao acordado, o que elimina a justificativa para aumentos excessivos aos consumidores.
Chambriard ressaltou que o diesel vinha apresentando uma tendência de queda nos preços, mas a guerra alterou esse cenário. Ela afirmou:
A guerra foi o fator determinante para esse aumento. Eu estava, 20 dias atrás, com tendência de queda de preço.
A presidente também mencionou que o aumento poderia ser maior se não fossem as ações do governo federal, que zerou as alíquotas do PIS e do Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Segundo o Ministério da Fazenda, essa suspensão representa um alívio de R$ 0,32 por litro.
Com as medidas do governo, o aumento que poderia ser de R$ 0,70 foi reduzido para apenas R$ 0,06. Chambriard destacou:
O governo agiu tempestivamente, transformando um acréscimo de R$ 0,70 em um acréscimo irrisório, praticamente nenhum, de R$ 0,06.
Para o consumidor final, o impacto deve ser ainda menor, pois o diesel é misturado ao biodiesel, embora o preço final dependa das decisões dos postos de gasolina.
Apesar da estabilidade no preço da gasolina, relatos indicam que alguns postos estão aumentando o preço do diesel. Chambriard afirmou que não há justificativa para isso, uma vez que as entregas estão em dia e não houve aumento de preço.
A executiva pediu cautela para evitar aumentos abusivos que possam prejudicar os consumidores.
Esperamos que, nesse momento difícil para a sociedade brasileira e mundial, haja sensibilidade suficiente para não buscar aumento de margem de forma especulativa, — concluiu.