Uma nova pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados a apenas 11 dias do segundo turno das eleições de 2026. Flávio registra 46% das intenções de voto, enquanto Lula tem 44%, uma diferença de dois pontos percentuais, dentro da margem de erro.
Embora Flávio esteja numericamente à frente, a disputa é acirrada, e pequenas mudanças nas preferências dos eleitores podem impactar os resultados. A eleição ocorrerá em 25 de outubro.
Ao considerar apenas os votos válidos, um cálculo realizado pelo UOL indica que Flávio Bolsonaro teria 51,1% e Lula 48,9%. Este recorte, que exclui votos brancos, nulos e indecisos, não foi oficialmente divulgado pela Quaest.
A pesquisa revela que a diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro, o que impede a afirmação de uma vantagem estatisticamente conclusiva para Flávio. Comparações com levantamentos anteriores mostram que as diferenças entre os candidatos variam conforme a metodologia utilizada.
Para que se caracterize uma virada nas pesquisas, será necessário observar se Lula ultrapassa Flávio em novos levantamentos e se essa tendência se mantém.
Outro dado importante é a rejeição aos candidatos, que é praticamente igual: 54% dos entrevistados não votariam em Flávio, enquanto 53% afirmam o mesmo sobre Lula. Essa semelhança na rejeição torna crucial a análise dos eleitores que ainda podem mudar seu voto.
Entre os eleitores que não votaram ou anularam no primeiro turno, 43% pretendem votar em Lula e 38% em Flávio. Entre os que apoiaram candidatos derrotados, há uma divisão nas preferências.
A proximidade entre os candidatos também se reflete no resultado do primeiro turno, onde Flávio obteve 47,03% e Lula cerca de 45,15%, uma diferença de aproximadamente 1,88 ponto percentual.
A pesquisa Quaest foi realizada entre 10 e 13 de outubro, com 2.154 eleitores, e apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais. Os próximos levantamentos serão fundamentais para entender a dinâmica da eleição na reta final.
Fonte: Polemicaparaiba