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Paulo Pimenta sugere tornozeleira para Flávio Bolsonaro e CPMI do Banco Master

O deputado Paulo Pimenta defende medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, para Flávio Bolsonaro, além da criação de uma CPMI para investigar o Banco Master.
Foto: Polêmica Paraíba

O deputado federal Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, manifestou apoio a medidas cautelares contra o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Entre as sugestões, está a imposição de tornozeleira eletrônica, citando o "risco de fuga" do parlamentar.

Em entrevista à CNN Brasil, Pimenta comentou sobre mensagens e áudios que ligam Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele destacou que

por muito menos do que isso, tem gente na cadeia e com tornozeleira

.

As declarações de Pimenta surgem após uma reportagem do Intercept Brasil, que revelou que Flávio Bolsonaro teria negociado um repasse de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões, com Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os documentos divulgados indicam que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações bancárias relacionadas ao projeto.

Além disso, Pimenta defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master. Ele afirmou que a gravidade da situação exige uma resposta do Congresso Nacional.

O Congresso Nacional, diante da gravidade do que está acontecendo, não tem outra atitude que não seja instalar a CPMI — declarou o deputado.

Pimenta também expressou a expectativa de que a Polícia Federal realize uma operação contra Flávio Bolsonaro em breve, afirmando que

é muito provável que, nos próximos dias, o Flávio Bolsonaro amanheça com a Polícia Federal batendo na porta da casa dele

.

Por fim, o deputado acusou o Banco Central do Brasil de "omissão criminosa" e "cumplicidade" na condução do caso relacionado ao Banco Master.

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