O Paquistão manifestou a possibilidade de uma 'guerra aberta' contra o Afeganistão após um recente atentado que deixou pelo menos nove mortos e 30 feridos. A declaração, feita nesta quarta-feira, 13 de maio, pelo ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, agrava ainda mais as relações entre as duas nações vizinhas. Asif afirmou que um conflito pode ocorrer caso o Afeganistão continue 'abrigando e apoiando' terroristas que atuam contra o Paquistão.
O ministro também acusou a Índia, rival geopolítico do Paquistão, de conduzir uma guerra contra seu país por meio do Afeganistão. O atentado, que ocorreu na terça-feira, 12 de maio, foi realizado por um homem-bomba na região de Khyber Pakhtunkhwa, que faz fronteira com o Afeganistão e é frequentemente alvo de ataques suicidas. Apenas três dias antes, um ataque a um posto policial na mesma região resultou em 15 mortes.
O grupo Tehrik-i-Taliban Pakistan (TPP), conhecido como Talibã Paquistanês, reivindicou a responsabilidade pelo ataque. As tensões entre Paquistão e Afeganistão são históricas, envolvendo disputas territoriais e acusações sobre o abrigo de grupos opositores ao governo paquistanês. A situação se agravou em fevereiro deste ano, quando a capital afegã, Cabul, foi bombardeada pelo Paquistão em resposta a uma série de ataques do Talibã contra posições paquistanesas. Em março, um cessar-fogo temporário foi estabelecido após a mediação do governo da China.