A relação entre o papa Leão XIV e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é marcada por críticas que remontam a 2015, antes mesmo do conclave que o elegeu. O líder religioso, que antes de se tornar papa se posicionava indiretamente nas redes sociais, expressou sua desaprovação às políticas de imigração do presidente.
Recentemente, em resposta a um comentário de Trump que o chamou de fraco, Leão XIV afirmou não ter medo do presidente. Essa declaração ocorreu após o papa manifestar solidariedade ao povo libanês e pedir um cessar-fogo no Oriente Médio.
Em abril de 2025, ainda como cardeal Robert Prevost, ele republicou um conteúdo sobre um encontro entre Trump e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que discutia a deportação de um migrante. O texto incluía críticas do bispo Evelio Menjivar sobre a indiferença em relação ao sofrimento dos migrantes.
As críticas de Leão XIV a Trump começaram em 2015, quando compartilhou um artigo do cardeal Timothy Dolan que questionava a retórica anti-imigração do então candidato. Após a eleição, ele repercutiu uma homilia do arcebispo José Gomez, que falava sobre o medo das famílias migrantes.
Em 2017, o papa voltou a abordar o tema ao defender os 'Dreamers', jovens imigrantes levados aos Estados Unidos ainda crianças, e criticou a expressão 'bad hombres', associada ao incentivo ao racismo.
Além de Trump, Leão XIV também criticou outras figuras do governo, como o vice-presidente JD Vance, a quem contestou por defender uma interpretação hierárquica do amor cristão.