O julgamento de um casal acusado de manter os filhos em cativeiro por quatro anos teve início recentemente em Oviedo, Espanha. As crianças, com idades entre oito e dez anos, foram resgatadas em maio do ano passado, após uma denúncia de vizinhos que notaram a ausência dos menores nas ruas.
Os réus, um homem de 53 anos e uma mulher de 48 anos, enfrentam acusações de violência doméstica, maus-tratos psicológicos e abandono. Durante a audiência, a defesa argumentou que os pais sofrem de "problemas de saúde mentais leves" exacerbados pela pandemia de Covid-19.
O advogado do casal afirmou que eles pretendem se declarar inocentes, alegando que o confinamento foi motivado por um "medo racional e insuperável" de sair de casa, após terem enfrentado a doença. A defesa também destacou que a condição de estrangeiros contribuiu para a decisão de educar os filhos em casa.
As crianças foram mantidas em condições severas, sem acesso à escola ou cuidados médicos, e eram tratadas como bebês, com horários rígidos para ir ao banheiro e instruções para usar fraldas. A polícia descobriu que a porta da residência, registrada em nome do pai, era aberta apenas para receber entregas de comida.
Após uma investigação, uma ordem de entrada foi emitida em abril de 2025, levando ao resgate das crianças. O caso gerou grande repercussão e agora aguarda o desfecho do julgamento, onde a defesa tentará demonstrar que os réus não têm responsabilidade penal devido a um distúrbio mental leve.