O Tribunal do Júri condenou um casal pela morte de sua filha recém-nascida em Sério, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. O julgamento, que teve início na terça-feira e se estendeu até a madrugada de quarta-feira, resultou em penas severas para os réus.
A mãe foi sentenciada a 32 anos e 1 mês de prisão, enquanto o pai recebeu uma pena de 28 anos, 2 meses e 20 dias. Ambos deverão cumprir suas penas em regime fechado.
O crime ocorreu entre a noite de 12 de setembro e a madrugada do dia 13 de setembro de 2024, na residência do casal. A investigação revelou que a criança foi morta logo após o nascimento, e o corpo foi escondido dentro da casa.
Entre os dias 13 e 14 de setembro, os pais tentaram incinerar o corpo da recém-nascida em uma área de mata próxima a um lixão. Laudos periciais confirmaram que a bebê nasceu viva, mas foi assassinada com um corte profundo no pescoço, causado por uma faca de cozinha encontrada no banheiro da casa.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul acusou os pais de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e fútil, uso de meio cruel e crime cometido contra menor de 14 anos, além do fato de os réus serem os pais da vítima.
Os promotores afirmaram que o casal planejou eliminar a criança desde o início da gestação. Como não conseguiram realizar um aborto clandestino, decidiram matar a filha logo após o parto. A perícia descartou a possibilidade de infanticídio, pois a mãe não estava sob influência de estado puerperal.
Os réus estavam presos preventivamente desde janeiro de 2025, após o pedido do Ministério Público. Durante o julgamento, foi reconhecida a atenuante da menoridade, uma vez que ambos tinham 19 anos na época do crime, além da confissão do pai sobre a ocultação do cadáver.
Fonte: Metropoles