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Otan busca autonomia após anúncio de tropas por Trump

O ministro polonês Radoslaw Sikorski agradeceu a Trump pela decisão de enviar 5 mil soldados à Polônia, enquanto a Otan discute a redução da dependência dos EUA.
Foto: Donald Trump durante pronunciamento na TV

A recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de enviar 5 mil soldados à Polônia foi recebida com gratidão pelo ministro das Relações Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski. Durante uma reunião da Otan em Helsingborg, na Suécia, Sikorski expressou seu agradecimento, afirmando que a presença das tropas americanas na Polônia se manterá em níveis anteriores.

Trump justificou sua decisão em uma mensagem na rede social Truth Social, mencionando sua relação com o presidente polonês Karol Nawrocki. Ele destacou seu apoio ao líder polonês e anunciou a movimentação de tropas como parte de um processo contínuo.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também manifestou apoio à decisão de Trump, mas ressaltou que a aliança busca, a longo prazo, reduzir a dependência dos Estados Unidos. Essa busca por autonomia surge em um contexto de incertezas sobre o comprometimento americano com a Otan, especialmente após a retirada de tropas da Alemanha.

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, comentou sobre a confusão gerada pelas recentes mudanças nas políticas de defesa dos EUA, enfatizando a necessidade de os europeus fortalecerem suas próprias capacidades de defesa.

A reunião da Otan ocorre em meio a tensões entre os Estados Unidos e os países europeus, especialmente em relação à guerra no Oriente Médio. Trump já havia manifestado críticas a membros da aliança que, segundo ele, não contribuíram o suficiente para os esforços militares.

O secretário de Estado, Marco Rubio, comentou que as decisões sobre o envio de tropas não têm caráter punitivo, mas são parte de um processo contínuo. Ele também expressou a decepção de Trump com alguns aliados que não permitiram o uso de bases americanas.

Durante a reunião, os ministros europeus planejam discutir a disposição de contribuir para a segurança no Estreito de Ormuz, onde o Irã bloqueou o tráfego marítimo. A origem das tropas adicionais para a Polônia ainda não foi esclarecida, e os aliados estão preocupados com a forma como a decisão foi comunicada.

Além disso, os Estados Unidos informaram que não enviarão mais mísseis Tomahawk para a Alemanha e que reduzirão suas capacidades militares disponíveis à Otan em caso de crise. O general Alexus Grynkewich, comandante supremo aliado da Otan, tentou acalmar os aliados, afirmando que as reduções ocorrerão ao longo de vários anos.

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