Desde o início de 2023, pelo menos 4.116 crianças, adolescentes e pessoas com deficiência no Brasil ficaram desamparados após casos de feminicídio, conforme um levantamento realizado pelo Lesfem (Laboratório de Estudos de Feminicídios) da Universidade Estadual de Londrina.
Essas pessoas são consideradas vítimas indiretas dos assassinatos consumados ou tentados de mulheres motivados por questões de gênero, que frequentemente estão associados à violência doméstica.
O feminicídio é um problema grave no Brasil, refletindo não apenas a perda de vidas, mas também o impacto devastador que essas mortes têm sobre as famílias, especialmente crianças e dependentes que ficam sem proteção ou suporte.
O estudo destaca a urgência de políticas públicas que ofereçam apoio a essas vítimas indiretas, garantam a proteção e promovam a reintegração social dessas crianças e adolescentes.
A situação evidencia a necessidade de maior atenção às consequências sociais e emocionais do feminicídio, que vão além do ato violento em si, afetando toda uma rede de relações familiares e sociais.