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Operação Juros Zero investiga fraudes na folha do GDF

A cautelar que embasou a Operação Juros Zero, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), revela que os investigadores trabalharam com a hipótese de que empresas e pessoas ligadas ao.....
Foto: Metropoles

A cautelar que embasou a Operação Juros Zero, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), revela que os investigadores trabalharam com a hipótese de que empresas e pessoas ligadas ao esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores do GDF poderiam manter salas ou espaços separados dos endereços oficiais para ocultar dinheiro em espécie, documentos e outros elementos relacionados à investigação.Por esse motivo, além dos imóveis formalmente vinculados aos alvos, o Ministério Público pediu autorização judicial para realizar buscas em salas, conjuntos e unidades localizadas nos mesmos edifícios, desde que houvesse indícios de ligação com os investigados. Leia também Mirelle PinheiroDesconto de servidores: MP vê “conduta criminosa” de BRB e secretaria Mirelle PinheiroMPDFT vê “jogo de cartas marcadas” em acordos entre GDF e BRB Mirelle PinheiroMPDFT aponta que esquema no BRB descontou R$ 80 milhões de servidores Mirelle PinheiroMPDFT faz operação no BRB, GDF e PicPay por fraude contra servidores Segundo o documento obtido pela coluna, a medida foi adotada diante da possibilidade de utilização de empresas e estruturas destinadas à dissimulação patrimonial e à lavagem de dinheiro. O objetivo era evitar que provas importantes fossem mantidas em ambientes paralelos, fora dos endereços principais conhecidos pelos investigadores.A cautelar menciona que, em esquemas de ocultação patrimonial, é comum a existência de espaços utilizados exclusivamente para armazenamento de documentos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis e numerário.Diante desse cenário, o MPDFT solicitou ao Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) autorização para que as equipes responsáveis pela operação pudessem estender as diligências a outras unidades situadas nos mesmos prédios dos alvos, sempre que fossem constatados elementos que indicassem conexão entre os espaços.Outro ponto previsto na decisão foi a autorização para apreensão de dinheiro em espécie encontrado durante as buscas, desde que os investigados não conseguissem comprovar a origem lícita dos valores.OperaçãoA Operação Juros Zero foi deflagrada nesta sexta-feira (19/6) para investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal. Entre os alvos estão a Secretaria de Economia do DF, o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o PicPay e associações e empresas apontadas pela investigação.19 imagensFechar modal.1 de 19BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto2 de 19BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto3 de 19BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto4 de 19As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está presoBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto5 de 19BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto6 de 19As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está presoBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto7 de 19A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto8 de 19A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto9 de 19A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto10 de 19BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto11 de 19BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto12 de 19BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto13 de 19A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)Divulgação/MPDFT14 de 19A Operação Juros Zero investiga um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito FederalBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto15 de 19As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está presoBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto16 de 19O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito FederalBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto17 de 19MPDFT/Divulgação 18 de 19BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto19 de 19Material cedido ao MetrópolesAo todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e no Paraná. Segundo o MPDFT, as medidas tiveram como finalidade preservar a cadeia de custódia digital, apreender instrumentos e proveitos do crime e impedir a continuidade das práticas investigadas.Nos autos, os promotores afirmam que a complexidade do esquema e os indícios de lavagem de dinheiro exigiam medidas capazes de alcançar não apenas os endereços oficialmente registrados, mas também eventuais estruturas paralelas utilizadas para ocultação de patrimônio e provas.O outro ladoEm nota, a Secretaria de Economia do Distrito Federal informou que está colaborando com as investigações e prestando apoio às diligências realizadas pelos órgãos de controle.A PicPay afirmou que não reconhece irregularidades nas operações investigadas, rejeitou a acusação de cobranças indevidas e sustentou que os serviços eram contratados diretamente pelos usuários por meio do aplicativo, sem intermediários. A empresa declarou ainda que continuará colaborando com as autoridades.O BRB informou que não tem contrato com a PicPay no contexto da operação realizada na manhã de hoje (19).

O Banco não exerce ingerência sobre a contratação, as condições financeiras e o relacionamento entre servidor e a PicPay, a instituição de pagamento responsável pela oferta dos serviços. Quanto aos empréstimos consignados firmados diretamente com o Banco, o BRB observa rigorosamente as margens e os limites estabelecidos pela legislação.

A instituição esclarece ainda que a BRB Serviços não participa do fluxo de lançamento das consignações em relação a PicPay.

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