A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Crimes Cibernéticos (DECC), deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Golpe do Amor. A ação resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão contra uma mulher investigada por extorsão, no interior do Estado de Pernambuco.
Conforme as investigações, a suspeita utilizou um perfil na rede social Instagram para iniciar contato com um empresário de João Pessoa. A comunicação posteriormente migrou para o aplicativo WhatsApp, onde foram compartilhados vídeos e fotografias de conteúdo íntimo entre os envolvidos.
Ainda segundo a investigação, após obter o material, a mulher começou a extorquir a vítima, ameaçando divulgar as conversas e os registros íntimos, caso suas exigências não fossem atendidas.
O trabalho investigativo permitiu identificar outras pessoas supostamente envolvidas no esquema criminoso. Durante a operação, uma das investigadas foi localizada e presa no interior de Pernambuco. As investigações continuam, visando identificar os demais envolvidos e esclarecer completamente a atuação do grupo.
O Golpe do Amor é caracterizado por cobranças ou pagamentos exigidos para liberar encomendas enviadas por pessoas do exterior, como supostos namorados ou amigos. Os golpistas alegam que os bens ou dinheiro estão retidos pela Receita Federal ou transportadoras.
Entre as situações comuns desse tipo de golpe, estão propostas de noivado com pedidos de valores para liberar presentes, alegações de mudanças retidas na Alfândega, e histórias de doenças graves que exigem depósitos para tratamento.
Os golpistas frequentemente criam perfis falsos, se passando por estrangeiros com boas condições financeiras, e utilizam fotos de pessoas atraentes. Eles podem criar sites falsos de empresas de remessas expressas e enviar mensagens com contatos falsos da Receita Federal.
Para evitar cair em golpes, é importante lembrar que a Receita Federal nunca liga ou envia mensagens de cobrança para liberação de encomendas e não aceita pagamentos por transferências ou depósitos. Em caso de dúvida, recomenda-se entrar em contato com a Receita Federal.
Fonte: ClickPB