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Operação Farsa Digital investiga venda ilegal de dados sensíveis na Bahia

O Ministério Público da Bahia lançou a Operação Farsa Digital, que apura a venda ilegal de dados sensíveis por um casal em Salvador. A investigação revela um esquema complexo de comercialização de informações sigilosas.
Foto: casal

O Ministério Público da Bahia (MPBA) iniciou a Operação Farsa Digital, visando desmantelar um esquema de venda ilegal de dados sensíveis. A ação, realizada em Salvador, resultou na execução de um mandado de busca e apreensão contra um casal no bairro Nova Brasília.

A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com o apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar. As investigações começaram após apurações do Gaeco de São Paulo, que detectou a comercialização de informações sigilosas na internet.

Os investigados eram responsáveis por coletar e vender dados altamente sensíveis, incluindo logins de acesso, fotografias, reconhecimento facial, informações bancárias e registros governamentais. Parte desses dados era utilizada por terceiros para a prática de crimes adicionais.

Além disso, o casal é suspeito de vender documentos falsos, como atestados de óbito, gerados a partir das informações obtidas. A investigação revelou a existência de uma plataforma online que permitia consultas a bases de dados restritas, com acesso mediante pagamento e fornecimento de login exclusivo aos clientes.

O site foi bloqueado por ordem judicial, a pedido do Gaeco paulista. Os dados eram comercializados por preços que chegavam a R$ 15 mil, podendo ser ainda mais altos, dependendo do tipo de informação solicitada.

Os investigadores também encontraram 41 mensagens eletrônicas relacionadas a transações financeiras, indicando um esquema estruturado de venda ilegal de dados. Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos, que passarão por perícia para aprofundar as investigações.

O casal enfrenta investigações por invasão de dispositivo informático qualificada, além de possíveis crimes de falsidade documental, estelionato e outros delitos que ainda estão sendo apurados.

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