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Operação Argos resulta em prisões em Patos e combate ao tráfico no Nordeste

Operação Argos resulta em prisões em Patos e combate ao tráfico de drogas no Nordeste. Ação da Polícia Civil desarticula organização criminosa.
Foto: Pedro Jorge

Na manhã desta quinta-feira, 26 de outubro, a Polícia Civil da Paraíba deflagrou a Operação Argos, resultando na prisão de três indivíduos em Patos. As detenções ocorreram nos bairros Santo Antônio, Jatobá e Jardim Queiroz, como parte de uma ação mais ampla que cumpriu 44 mandados de prisão preventiva em diversos estados.

A operação, coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), visa desarticular uma organização criminosa interestadual que está ligada ao tráfico de entorpecentes na região Nordeste do Brasil. O delegado Alex Amorim informou que, além das prisões em Patos, foram realizadas capturas em cidades como Pombal, Cajazeiras, João Pessoa e Campina Grande, além de operações em São Paulo, Bahia e Mato Grosso.

Durante a Operação Argos, foram deferidos 44 mandados de prisão e 45 mandados de busca e apreensão. A ação resultou no sequestro de veículos e imóveis de luxo, além do bloqueio de ativos financeiros que totalizam R$ 104 milhões. O delegado destacou que a prisão em Patos foi parte de uma ofensiva que também atingiu outros núcleos da organização criminosa.

As investigações, que tiveram início em 2023, revelaram que o grupo tinha conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O líder da organização, conhecido pelo apelido de 'Chocô', foi capturado em Hortolândia, São Paulo, e é considerado o principal fornecedor de drogas para a Paraíba. A Polícia Civil destacou o alto poder aquisitivo do suspeito, que possuía uma residência de luxo e foi associado à apreensão de aproximadamente R$ 2 milhões em ouro.

Além das prisões, a operação levou à captura do principal operador logístico do grupo em Pombal, responsável pela coordenação da distribuição de drogas. A estrutura criminosa foi identificada como dividida em núcleos de transporte, varejo e lavagem de dinheiro, com movimentação estimada em torno de R$ 500 milhões. Desde o início das investigações, a DRACO já havia causado prejuízos superiores a R$ 100 milhões ao grupo.

Os indivíduos presos devem passar por audiência de custódia, enquanto as investigações continuam para desmantelar completamente a organização criminosa.

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