A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que 12 médicos, paramédicos e enfermeiros perderam a vida em um ataque ao centro de saúde primária de Bourj Qalaouiyeh, no Líbano. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que as mortes ocorreram na noite de sexta-feira e que dois paramédicos também foram mortos em um ataque anterior em Al Sowana.
Em uma publicação no X, Ghebreyesus lamentou a perda de 14 profissionais de saúde nas últimas 24 horas, descrevendo a situação como um desenvolvimento trágico na crise do Oriente Médio. O conflito entre Israel e o Hezbollah intensificou-se, resultando em uma série de bombardeios israelenses que já causaram mais de 770 mortes e deslocaram centenas de milhares de pessoas.
O governo libanês informou que, até sexta-feira, o número de mortos devido aos ataques israelenses chegou a 773, incluindo mais de 100 crianças. Além disso, cerca de 800 mil pessoas foram registradas como deslocadas, com aproximadamente 126 mil alojadas em abrigos coletivos, segundo a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed.
Desde o início do conflito, Israel e Hezbollah têm trocado ataques, com Israel realizando bombardeios diários, especialmente na capital Beirute. O Exército israelense relatou mais de 500 ataques aéreos contra alvos do Hezbollah em território libanês, enquanto o grupo libanês, aliado do Irã, respondeu disparando foguetes em direção a Israel.