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Oito países muçulmanos criticam nova lei de pena de morte em Israel

Oito países de maioria muçulmana condenaram a nova lei de Israel que estabelece a pena de morte por enforcamento para palestinos em tribunais militares, considerando-a uma escalada perigosa.
Ben-Gvir, defensor da lei que estabelece pena de morte para palestinos, usando o broche com o símbolo da forca. — Foto: REUTERS/Amir Cohen/Foto de Arquivo

Oito países de maioria muçulmana expressaram forte condenação à recente aprovação de uma lei em Israel que institui a pena de morte por enforcamento como sentença padrão para palestinos condenados em tribunais militares por ataques fatais. A declaração conjunta foi divulgada pelo Paquistão nesta quinta-feira.

A legislação, aprovada pelo Parlamento israelense, se aplica a israelenses condenados por assassinato com a intenção de "acabar com a existência de Israel". Críticos apontam que, na prática, a pena de morte será aplicada apenas a palestinos, excluindo judeus israelenses que cometem crimes semelhantes.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou a nova lei como uma violação da lei internacional e uma tentativa de intimidar os palestinos. Os países que assinaram a declaração, incluindo Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, alertaram para uma "escalada perigosa" e destacaram a necessidade de evitar ações que possam aumentar as tensões.

O governo do Taliban no Afeganistão também condenou a legislação, chamando-a de "continuação da opressão" e pedindo que organizações internacionais e países influentes tomem medidas para impedir tais ações.

A nova lei gerou críticas de aliados ocidentais de Israel, incluindo a União Europeia, Alemanha e Canadá, em um momento em que o país enfrenta crescente escrutínio pela violência de colonos judeus contra palestinos na Cisjordânia. Defensores da lei argumentam que a pena de morte pode desencorajar ataques mortais e sequestros.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria solicitado a suavização de alguns aspectos da legislação para mitigar reações adversas, segundo a mídia local.

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