O governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, deu início a uma operação militar significativa contra os rebeldes houthis, com a intenção de recuperar os territórios sob seu domínio. O presidente iemenita, Rashad al-Alimi, fez o anúncio em um pronunciamento televisionado, afirmando que as operações visam estender a autoridade do Estado por todo o país.
Informações de fontes próximas aos rebeldes e às forças governamentais indicam que mais de 70 pessoas perderam a vida em confrontos na província de Taiz, no oeste do Iêmen, nas últimas 24 horas. O governo reconhecido internacionalmente reportou 34 mortos, enquanto os houthis contabilizaram 39.
Após o anúncio da ofensiva, os houthis afirmaram ter lançado mísseis balísticos e drones contra instalações da petrolífera Saudi Aramco em Riad e na região de Khurais, alegando que causaram grandes incêndios. Essa ação foi descrita como uma resposta a cerca de 50 ataques aéreos e com mísseis realizados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita nas últimas 12 horas.
As Forças Armadas do Iêmen já haviam iniciado ataques contra os houthis na capital Sanaa e na região de Saada, reduto do grupo. Um porta-voz das forças governamentais mencionou que os ataques visavam 'alvos vitais', mas não forneceu detalhes adicionais.
O conflito entre os houthis e as forças apoiadas pela Arábia Saudita havia diminuído após uma trégua em 2022, mas os combates recomeçaram este ano, especialmente após os houthis declararem um bloqueio naval contra a Arábia Saudita em julho e intensificarem os ataques ao território saudita e embarcações na região.
Fonte: Noticiasaominuto