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Ofensiva do Irã no Estreito de Ormuz e seus impactos globais

A ofensiva do Irã no Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo mundial, provoca aumento nos preços e gera preocupações sobre uma crise econômica global.
Foto: G1

O Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, tornou-se o centro das atenções devido à ofensiva do Irã, que já está impactando a economia global. O bloqueio da passagem na costa iraniana tem reduzido significativamente o fluxo de petróleo, pressionando os preços da commodity e levando autoridades de vários países a adotar medidas para mitigar os efeitos.

Especialistas afirmam que a ação do Irã é parte de uma estratégia de pressão internacional. O Estreito de Ormuz é responsável por 20% do petróleo produzido globalmente e 25% do gás natural, com a maior parte destinada a países como China, Índia, Coreia do Sul e Japão. Normalmente, entre US$ 300 milhões e US$ 360 milhões em petróleo transitam diariamente pela passagem, que tem apenas 33 km de largura.

Atualmente, o controle do Estreito está nas mãos da Guarda Revolucionária do Irã, que confirmou o fechamento da passagem e ameaçou atacar navios que tentassem atravessá-la. Essa interrupção começou após os Estados Unidos e Israel iniciarem uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, aumentando a tensão na região.

Antes do aumento das hostilidades, o tráfego no Estreito era intenso, mas agora, com o risco de minas navais e ataques, a movimentação de navios foi drasticamente reduzida. A estratégia do Irã visa provocar o temor de uma crise econômica global, uma tática já utilizada em 2019, quando o país foi acusado de atacar petroleiros na região.

Analistas alertam que a Arábia Saudita, principal exportadora de petróleo do mundo, depende do Estreito de Ormuz para suas exportações. A redução da oferta de petróleo pode elevar os preços e gerar inflação, impactando a economia global.

A ameaça de minas navais, operadas pela Marinha tradicional e pela Guarda Revolucionária do Irã, se tornou um ponto central na guerra naval. Essas minas, que podem ser de contato, de influência ou remotas, representam um risco significativo para a navegação, pois podem ser lançadas rapidamente e permanecem submersas, tornando-se invisíveis para os navios.

O uso de minas navais pelo Irã remete a episódios históricos, como a Guerra do Golfo, quando minas foram espalhadas no Golfo Pérsico, afetando o abastecimento energético de vários países. Especialistas ressaltam que a navegação na região se tornou extremamente arriscada.

Na atual batalha marítima, os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, têm como objetivo aniquilar a Marinha iraniana. O presidente afirmou que os EUA derrubaram 42 embarcações iranianas e que um submarino americano afundou uma fragata iraniana, em uma ação sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, cerca de 20 mil tripulantes aguardam a reabertura total do Estreito.

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