Uma pesquisa do Datafolha revela que a insegurança financeira impacta mais as mulheres do que os homens. Quatro em cada dez entrevistados afirmam que a falta de dinheiro afeta sua saúde mental, sendo 44% desse grupo composto por mulheres.
Os dados mostram que as mulheres recebem, em média, salários inferiores aos homens. Enquanto 75% delas ganham até dois salários mínimos, apenas 64% dos homens estão nessa faixa. Na comparação com cinco salários mínimos, apenas 2% das mulheres alcançam esse patamar, em contraste com 6% dos homens.
Além disso, 36% das mulheres estão com nome negativado, contra 30% dos homens. Isso pode explicar por que 42% das mulheres sentem que a situação financeira impacta sua saúde mental, em comparação a 28% dos homens.
Esses dados foram corroborados por uma enquete realizada nas ruas de Cajazeiras, onde entrevistados afirmaram que as mulheres demonstram maior habilidade na gestão das finanças domésticas. Essa percepção sugere que os desafios financeiros enfrentados por elas não estão relacionados à falta de competência, mas sim à desvalorização no mercado de trabalho.
Um jovem entrevistado mencionou que sua esposa é quem organiza as finanças em casa, destacando a importância dessa colaboração para o crescimento do casal. Um camelô também comentou que a capacidade das mulheres de gerenciar os gastos ajuda a aliviar a sobrecarga de funções dos homens.
Os últimos dados do Banco Central indicam que o endividamento atinge 49,9% das famílias brasileiras, com o comprometimento da renda para pagamento de dívidas alcançando o maior nível desde 2005.
Fonte: Diariodosertao