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Mulher descobre síndrome rara após desmaios frequentes ao comer

Sarah Hall, de 50 anos, enfrentou desmaios e tonturas durante refeições por mais de uma década. Diagnóstico revelou uma condição cardíaca rara, tratada com sucesso.
Foto: Foto colorida de mulher de cabelos claros abraçando um cachorro - Metrópoles

Sarah Hall, uma britânica de 50 anos, viveu por mais de dez anos com o temor de desmaiar sempre que se alimentava. Moradora de St Albans, na Inglaterra, ela começou a apresentar sintomas aos 39 anos, incluindo tonturas, alterações na visão e desmaios, que inicialmente ocorriam de forma esporádica e eram acompanhados de vômitos.

Com o tempo, os episódios se tornaram mais frequentes e, aos 45 anos, Sarah percebeu que eles estavam relacionados às refeições. Aos 48 anos, as tonturas e as perdas de consciência se intensificaram. Inicialmente, ela acreditou que os sintomas poderiam ser causados por cansaço, desidratação ou mudanças hormonais da menopausa.

A verdadeira causa de seus problemas de saúde foi identificada após um desmaio durante um almoço em família, o que a levou a buscar ajuda médica. Após uma série de exames, um monitor cardíaco utilizado por 48 horas revelou que seu coração havia apresentado 12 pausas em um único dia.

O diagnóstico foi de síncope de deglutição cardioinibitória, uma condição extremamente rara, com menos de 150 casos documentados na literatura médica mundial. Essa síndrome ocorre quando o ato de engolir provoca uma resposta exagerada do nervo vago, que controla os batimentos cardíacos, resultando em uma desaceleração abrupta do coração e queda da pressão arterial.

Os principais sintomas incluem tontura durante ou logo após as refeições, sensação de desmaio iminente, escurecimento da visão, fraqueza súbita e, em alguns casos, quedas associadas ao desmaio. O diagnóstico dessa condição raríssima geralmente requer investigação especializada, incluindo monitoramento cardíaco.

Após não obter resultados com tratamentos convencionais, Sarah foi encaminhada para um estudo no Hammersmith Hospital, em Londres. Em 2024, ela passou por uma ablação cardioneural, um procedimento que utiliza cateteres para tratar áreas do coração relacionadas à resposta anormal do nervo vago.

Os médicos envolvidos no caso destacam que a experiência de Sarah demonstra o potencial da ablação cardioneural para tratar formas raras e incapacitantes de síncope. Desde o procedimento, ela não teve mais desmaios, retomou a direção, voltou ao trabalho e agora consegue fazer refeições sem o medo constante de perder a consciência.

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