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Mulher de 38 anos é condenada por fraudar família adotiva

Uma mulher de 38 anos foi condenada por se passar por uma criança de 12 anos para enganar uma família adotiva em Joinville. A Justiça a sentenciou a um ano e meio de prisão.
Foto: Noticiasaominuto

Uma mulher de 38 anos foi condenada por se passar por uma criança de 12 anos para enganar uma família adotiva em Joinville, Santa Catarina. A sentença foi proferida na última quinta-feira, resultando em uma pena de um ano, seis meses e 10 dias de prisão, além de quatro meses e 18 dias de detenção em regime semiaberto, pelos crimes de fraude e falsa identidade.

A fraude foi descoberta em 2 de junho, quando a mulher foi detida na casa da família que a acolheu durante 14 meses. Durante a investigação, Amanda Maria Souza de Oliveira admitiu ter realizado fraudes semelhantes em outras cidades, incluindo Curitiba e Nova Iguaçu, além de localidades em Minas Gerais, Goiás e Ceará.

A defesa de Amanda informou que tomará medidas legais para recorrer da decisão, alegando que a cliente apresenta problemas psiquiátricos e necessita de tratamento. Contudo, a Justiça considerou que a mulher agiu de forma consciente, baseando-se em provas como a análise de seu celular, depoimentos de testemunhas e sua própria confissão.

A aproximação de Amanda com a família ocorreu através de um pastor local, que a apresentou como Gabriele, afirmando ter 18 anos e estar em busca de emprego. Ao perceber as dificuldades financeiras e de saúde da mulher, a família decidiu acolhê-la. Após ganhar a confiança deles, Amanda alegou ter 11 anos e um passado de maus-tratos, incluindo a administração forçada de hormônios, o que justificaria seus traços adultos. Ela também mencionou ter autismo.

O casal a convidou para morar com eles e organizou uma festa para celebrar o que acreditavam ser seu 12º aniversário. Durante o tempo em que viveu com a família, Amanda adotou comportamentos infantis, como o uso de chupeta, e começou a tomar um medicamento para emagrecimento. À noite, ela simulava crises de pânico, afinava a voz e se mostrava carente.

As suspeitas sobre a verdadeira identidade de Amanda surgiram no final de maio, quando uma tia da família descobriu que ela havia cometido fraudes semelhantes em outras regiões do Brasil.

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