A partir de 17 de abril de 2026, brasileiros que desejam solicitar visto para entrada e residência em Portugal deverão comparecer pessoalmente a centros de atendimento autorizados, como os da VFS Global, em vez de enviar a documentação pelos Correios. Documentos enviados pelo sistema postal após essa data serão devolvidos, conforme comunicado das autoridades consulares.
Essa mudança representa uma alteração significativa no processo de imigração, que facilitava o acesso de brasileiros, especialmente aqueles que residem longe das grandes capitais. O Governo português justifica a medida como uma forma de
garantir maior eficiência e proximidade com os utentes
, mas a exigência de presença física pode aumentar os custos e a complexidade para os solicitantes.
Filipa Palma, advogada internacionalista, destaca que o novo modelo traz desafios logísticos e financeiros.
A exigência de presença física nas unidades de atendimento aumenta os requisitos logísticos e financeiros dos pedidos
, afirma. Além disso, todos os documentos apresentados precisarão ser verificados com mais rigor do que no sistema anterior.
A decisão também pode impactar o tempo e o investimento necessários para a tramitação dos pedidos, que já enfrentam um elevado fluxo e atrasos históricos. Muitos brasileiros utilizavam os Correios para enviar a documentação, e com o fim dessa possibilidade, será necessário se deslocar até uma cidade com atendimento presencial, o que exigirá mais planejamento financeiro e de tempo.
Os interessados em vistos de longa duração devem planejar com antecedência a viagem até um dos centros de atendimento, localizados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A documentação agora deve ser organizada com cuidado, incluindo comprovantes de renda e antecedentes, pois o consulado poderá solicitar complementações durante o atendimento.
Os agendamentos e uploads de documentos serão realizados online, mas o requerente deverá comparecer pessoalmente para apresentar os documentos originais e realizar a entrevista. Marcial Sá, advogado internacionalista, acredita que a intenção não é dificultar o acesso aos vistos, mas reorganizar o modelo de atendimento, visando reduzir erros e fraudes.