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Mudanças na Agenda do Congresso com Crescimento Conservador

A ascensão de partidos conservadores nas eleições de 2026 pode alterar a agenda legislativa do Congresso, priorizando temas como segurança e valores familiares, segundo o professor Jeferson Ramos dos Santos.
Foto: plenário do congresso nacional

O aumento da presença de partidos conservadores no Congresso Nacional e em governos estaduais nas eleições de 2026 reflete uma resposta do eleitorado a questões cotidianas. Essa análise é do economista e professor da Universidade de Brasília, Jeferson Ramos dos Santos.

Ramos dos Santos observa que o cenário para o segundo turno, agendado para 25 de outubro, continua aberto e competitivo. Ele destaca que as campanhas regionais focaram em temas como segurança pública, custo de vida e valores familiares, que se tornaram centrais nas regiões onde foram eleitos novos representantes.

Os temas foram bastante relevantes. É um recado muito claro do eleitorado, mas as temáticas não foram abordadas de forma adequada pelo governo federal.

O professor também comenta que a recente crise no Supremo Tribunal Federal (STF) teve um impacto menor nas eleições do que se poderia imaginar. Apesar de ter sido um tema relevante na mídia, a influência direta do STF nas urnas foi limitada.

Ele prevê que, com a nova maioria conservadora no Senado, o STF será um foco nas discussões legislativas nos próximos anos, podendo haver mudanças na estrutura e no poder dos ministros.

A pauta trabalhista mais debatida atualmente é o fim da escala 6×1, cuja votação está prevista para esta semana. Contudo, a mudança na composição da Câmara e do Senado pode alterar o ritmo das votações.

O Quadro Político Mudou Sensivelmente

O quadro político mudou sensivelmente. Geralmente, quando há incertezas, vemos nas casas legislativas uma postergação até que o quadro fique mais claro.

Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva avançam para o segundo turno com a menor diferença já registrada em um primeiro turno. A diferença de cerca de 2,22 milhões de votos, ou 1,87 ponto percentual, mantém o cenário competitivo.

Ramos dos Santos ressalta que a abstenção recorde de eleitores pode influenciar o resultado final, e que a campanha para o segundo turno está apenas começando.

O resultado da eleição presidencial pode impactar a agenda da nova legislatura a partir de fevereiro de 2027, com uma possível tendência a priorizar temas conservadores em detrimento de pautas trabalhistas.

O horário eleitoral para o segundo turno recomeça nesta sexta-feira, permitindo que os candidatos façam propaganda até dois dias antes da votação final.

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