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Mounjaro é aprovado para tratamento de diabetes tipo 2 em adolescentes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da tirzepatida para o tratamento da diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes no Brasil. O medicamento, comercializado com o nome Mounjaro, agora po.....
Foto: Mãos de mulher segurando injeção de Mounjaro - Metrópoles

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da tirzepatida para o tratamento da diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes no Brasil. O medicamento, comercializado com o nome Mounjaro, agora pode ser prescrito para pacientes entre 10 e 17 anos. Até então, o remédio estava liberado apenas para adultos com a doença e também vinha sendo utilizado em alguns casos para controle de peso. Com a nova autorização, médicos passam a ter mais uma opção terapêutica para pacientes mais jovens quando outras abordagens não conseguem controlar adequadamente a glicemia. Leia também Saúde Índia apreende mais de 260 canetas falsas de Mounjaro em investigação Saúde Anvisa proíbe lote de Mounjaro e suplementos irregulares. Veja lista São Paulo Agentes de saúde são alvo de operação por venda ilegal de Mounjaro Mirelle Pinheiro Médico e enfermeira são presos por aplicarem Mounjaro vencido no Rio A tirzepatida pertence a uma classe de medicamentos que atua sobre hormônios envolvidos no controle da glicose e do apetite. Esses fármacos estimulam receptores ligados aos hormônios GIP e GLP-1, ajudando a reduzir os níveis de açúcar no sangue e podendo contribuir para a diminuição do peso corporal em alguns pacientes. 14 imagensFechar modal.1 de 14O diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratadaOscar Wong/ Getty Images2 de 14O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreasmoodboard/ Getty Images3 de 14A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpoPeter Dazeley/ Getty Images4 de 14Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o malPeter Cade/ Getty Images5 de 14O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normaisMaskot/ Getty Images6 de 14Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dietaArtur Debat/ Getty Images7 de 14O diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má-formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outrosChris Beavon/ Getty Images8 de 14Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamentoGuido Mieth/ Getty Images9 de 14É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doençaGSO Images/ Getty Images10 de 14Os sintomas do diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de riscoThanasis Zovoilis/ Getty Images11 de 14Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecçõesPeter Dazeley/ Getty Images12 de 14O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (diabetes)Panyawat Boontanom / EyeEm/ Getty Images13 de 14Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controleOscar Wong/ Getty Images14 de 14Quando o diabetes não é tratado devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressãoImage Source/ Getty Images Diabetes tipo 2 em jovens A decisão também reflete a preocupação com o crescimento de casos da doença entre adolescentes. Estimativas indicam que cerca de 213 mil jovens convivem com diabetes no país, além de mais de 1,4 milhão que apresentam quadro de pré-diabetes. Mesmo com a autorização, o tratamento precisa ser avaliado caso a caso. Por envolver pacientes em fase de crescimento, a indicação deve ser acompanhada por profissionais especializados e integrada a outras medidas, como alimentação equilibrada e prática de atividade física. A aprovação do novo uso da tirzepatida foi baseada em um estudo clínico internacional de fase 3 divulgado na revista científica Lancet. Os resultados indicaram que o perfil de segurança em crianças e adolescentes foi semelhante ao observado em adultos. Entre os efeitos adversos mais relatados estão sintomas gastrointestinais, como náusea, diarreia e vômito. Em geral, essas reações foram classificadas como leves a moderadas e ocorreram com maior frequência no início do tratamento. O estudo não registrou episódios de hipoglicemia grave entre os participantes. 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