Um soldado francês perdeu a vida em um ataque na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, conforme informou o presidente Emmanuel Macron. Este incidente representa a primeira morte de um militar francês desde o início da guerra no Oriente Médio, além de ser o primeiro caso de um soldado europeu falecido no conflito.
Macron confirmou a morte do suboficial Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos de Varces, em uma postagem nas redes sociais. O presidente também mencionou que outros militares franceses ficaram feridos durante a ação.
O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, após ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e desde então se espalhou por diversos países da região.
De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, sete soldados americanos já morreram desde o começo da guerra, em ataques ocorridos no Kuwait e na Arábia Saudita.
O ataque em Erbil visou forças envolvidas em operações de combate ao terrorismo. Atualmente, uma coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, conta com a participação de tropas de vários países, incluindo França e Itália, que estão no Curdistão iraquiano para treinar forças de segurança locais.
Em sua declaração, Macron enfatizou que a guerra envolvendo o Irã não justifica ataques contra militares franceses, afirmando:
A guerra no Irã não justifica tais ataques.
Um grupo armado iraquiano, conhecido como Ashab al-Kahf, anunciou que começou a atacar interesses franceses na região após a chegada do porta-aviões francês Charles de Gaulle ao Golfo. O grupo declarou que todos os interesses franceses no Iraque e na região seriam alvos a partir daquela noite.
Embora o Ashab al-Kahf tenha feito ameaças, não assumiu explicitamente a responsabilidade pelo ataque que resultou na morte do soldado francês. O Estado-Maior das Forças Armadas da França havia informado anteriormente sobre feridos em um ataque com drone na mesma região.
O governador de Erbil relatou que o ataque envolveu dois drones e ocorreu em uma base militar em Mala Qara, situada a cerca de 40 quilômetros ao sudoeste da cidade. Desde o início do conflito, a região do Curdistão iraquiano e Erbil têm sido alvos frequentes de ataques atribuídos a grupos armados pró-Irã, embora muitos tenham sido interceptados pelos sistemas de defesa aérea.
Nos últimos dias, Macron tem ressaltado que a participação da França no conflito é de caráter defensivo.