O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita de familiares e tenha a presença de sua esposa, Michelle Bolsonaro, no hospital DF Star. Bolsonaro está internado após apresentar sintomas como febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Além de permitir a visita, Moraes determinou que o Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar forneça segurança 24 horas para o ex-presidente durante sua internação. O ministro também cancelou todas as visitas que estavam previstas para Bolsonaro na prisão e especificou quais familiares estão autorizados a visitá-lo no hospital.
Os familiares autorizados incluem Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, seus filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, além da filha Laura e da enteada Letícia. Michelle expressou apoio ao marido em suas redes sociais, pedindo orações e afirmando que Deus está no controle da situação.
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, foi transferido para o hospital após queixar-se de falta de ar. A operação de transporte foi realizada pelo Samu, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar do Distrito Federal.
Na decisão, Moraes também estabeleceu que a segurança do ex-presidente deve ser garantida com equipes de prontidão e a presença de, no mínimo, dois policiais militares na porta do quarto. O uso de dispositivos eletrônicos no quarto e na UTI foi proibido, exceto para equipamentos médicos.
O hospital informou que Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele está internado em unidade de terapia intensiva, recebendo tratamento com antibióticos e suporte clínico não invasivo.
Após a internação, Flávio Bolsonaro visitou o pai e relatou que ele estava consciente, mas com voz fraca e abatida. O senador destacou que o ex-presidente apresenta líquido nos pulmões devido a broncoaspiração, o que pode levar a uma infecção mais grave.